sábado, 28 de fevereiro de 2009


''Por quê vocês precisam sofrer para aprender? Parecem mulher de malandro.''

Assim Andrew me questionou enquanto voltávamos pra casa depois de uma noite de ensaio.É interessante perceber que por mais que nunca tenha participado de uma experimentação artística ou até mesmo da montagem de um espetáculo, Andrew não se abstém diante deste assunto que lhe é tão novo.Não foi necessário ele ler Stanislavski, Grotowski ou qualquer outro grande teórico do teatro mundial para ter uma percepção do que que significa teatralidade. Pelo contrário, Andrew é aquela pessoa que fica sentada ali, bem ali na cadeira diante do palco, esperando por um apresentação que lhe leve para longe de sua realidade.É um espectador,observador, um aprendiz como ele mesmo gosta de dizer..Uma aprendiz sem teoria e principalmente sem vícios, pronto para experimentar e ser lapidado.Não há um único caminho, um só pensamento que seja maior do que o poder da imaginação que nos é tão próprio.

Para terminar mais uma frase de Andrew ... ''Para obedecer precisa-se de técnica, mas para criar precisa-se unicamente de liberdade.''


Respeitosamente

MARY FERREIRA

27 de Fevereiro de 2009 AD

(MANHÃ DE SEXTA)

IMAGENS, CRENÇAS E CERTEZAS


(ao som de Deusa da Ilusão, de Lulu Santos)

Tudo o que eu vejo tem a sua parecença,
mas o que isso parece, parece a mim
porque talvez a sua verdade seja outra
e cabe a mim descobri-la e compreendê-la
como algo que não compete a mim.
Ou eu posso criar uma minha-realidade
e usá-la, pílula dourada, máscara de carnaval
avesso ao outro e sua fala
certo apenas da minha vaidade,
da forma que eu creio, desviro, resvalo, rumino e exijo que outro a engula.
Outro que jamais verá o que eu vejo
mas que pode me ajudar a ver o que
eu ainda não posso-quis ver.

Se para tanto eu tiver olhos.

Se para isso eu desejar.

Se para quanto eu for.

HUDSON ANDRADE
26 de fevereiro de 2009 AD
11h24

TIC TAC



“Passa tempo tic tac
Tic tac passa hora
Chega logo tic tac
Tic tac vai-se embora...”
E o tempo corre, voa...
Já estamos quase completando um mês de trabalho e parece que só agora ele está começando... o frio na barriga começa, a ânsia nos invade, os ânimos começam a se alterar.
A preocupação agora é saber se vai dar tempo. Mas não lutemos contra ele; temos que correr no mesmo pique, não podemos parar.
O tempo é sábio e ele brinca feito um peralta: estica, corre, encurta, quase pára...
E ele passa, nos ensina, nos cansa, nos envelhece.
Espero que durante estes dias ele não tenha pressa. Já tenho a sensação que as horas estão se transformando em minutos. Está tudo muito prazeroso e temos muito trabalho pela frente.
Tempo, tempo...

LAÍLA CARDOSO
25 de fevereiro de 2009 AD

Já andei três dias e três noites pelo mato sem parar...
Essa foi à experiência que tive quando tinha uns 20 anos na ilha das onças quando estive lá para apresentar um espetáculo de acrobacia e é essa experiência que gostaria de ter com essa montagem do uirapuru, sensação de estar perdido na mata, mas agora com parceiros e bagagens diferentes, bagagens de bolsa, mala, de palco e o mais importante bagagem de alma.
É com esta alma cheia, curiosa e tecnicamente trabalhada que vamos adentrar nesse universo paralelo, nessa mata cheia de surpresas, de mãos dadas e olhos bem abertos para não perder absolutamente nada nem aquelas duas passagens do possível curupira que Neto me mostrou no celular lá de Santo Antonio do Tauá.
Agora vamos a segunda parte do meu plano, quer dizer do meu escrito.
O Uirapuru de Hudson Andrade.
Dar vida a um boneco é sempre muito trabalhoso e difícil, mas depois que se pega o jeito é prazeroso demais.
Ver aquele material inanimado ganhando gestos, andando, falando, rindo, ganhando anima e virando um material animado é super gratificante.
O processo do Aníbal é diferente dos que já participei. Construir tudo no nosso corpo e depois transpor essas descobertas para o boneco e vê-lo ganhar vida precisa de escuta, respeito, disciplina, objetividade e estar disponível e quando se consegue tudo isso realmente o boneco parece ter vida própria e chega a ser gente, gente mesmo! Dessas que tem nome, sobrenome, idade, sexo, família e até uma vida antes daquela que o autor escreveu no texto, com presente, passado e ate futuro.
Eita que esse bichinho é pai d’egua.

CLECIANO CARDOSO

18 de fevereiro de 2009 AD

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

DE VOLTA PARA O FUTURO


Tendo se passado 5 dias desde o nosso último encontro me pego constatando que há informação demais de um único dia e que minha memória não é/está assim tão boa.
Mas eu estava em outro clima, não o do carnaval, mas por ele. O encontro do Movimento Espírita do Pará recebeu mais de 1000 jovens de mais de 20 municípios e até mesmo de fora do Estado. Quatro dias muito bons em que até rolou teatro, mas em outro enfoque, ou melhor, com outro objetivo. Aliás, uma pequena vitória: o tema do próximo ano será Espiritismo e Arte. Pode ser tudo o que nós (artistas espíritas) queremos para desmistificar um monte de idiotices sobre o que é a Arte quando relacionada à religião, como se o próprio teatro não tivesse começado com os ritos aos deuses egípcios e outros até mais antigos. Mas o caminho é longo e os obstáculos e desconfianças arraigados, mas tenho certeza que Jesus há de iluminar essas mentes. Com alguma ajuda de José de Anchieta. Mas isso não é assunto para cá.
Com O Uirapuru tomando forma cada vez mais definida, percebemos um estilo que à primeira vista parece meio anárquico do Aníbal que não é uma criação coletiva, mas que bebe de todas as fontes e usa as referências e as idéias que vão surgindo. Até mesmo os meus dedoches de mafagafos e mafagafinhos. Em algum momento isso tudo vai ser triado, enxuto e utilizado de forma que acrescente à encenação. É bom isso de poder dividir e eu acredito nesses processos em que o ator oferece a matéria-prima que vai construir tudo. E é engraçado perceber que o Aníbal é mais ansioso que o Adriano. Não demora pra ele levantar e dizer o que ele quer, enquanto o Barroso deixa a gente no escuro por tempo demais. Eu não gosto nem do 8 nem do 80. Fico com Sidartha Galtama e opto pelo Caminho do Meio e que Maya não me cegue com a certeza do sucesso. (Não, isso não tem influência de Caminho das Índias e eu acho a escrita da Glória Peres um saco!!!).
De tanto que se falou acho que esse aspecto do processo criativo é o que mais se destaca. Os exercícios para uso de bonecos vão se somando, ou tornando-se mais avançados e é evidente a precisão maior ou menor de uns e de outros, tanto quando é inegável que todos estão progredindo e que esses resultados serão utilizados em trabalhos futuros. Claro!!!
Agora é garantir espaço para o segundo mês de ensaios quando precisaremos de um local que nos permita guardar equipamentos. Roça, moleque! Roça!

Beijos de retorno.
HUDSON ANDRADE
25 de fevereiro de 2009 AD

10h57

CURUPIRA, NORATO E MANDUCA


O CURUPIRA

Ser fantástico que, habita as florestas e é o protetor das plantas e dos animais. suas pegadas enganam os caçadores e seringueiros, que se perdem nas florestas. O curupira também faz as pessoas se perderam imitando gritos humanos. Para não serem incomodados, os seringueiros e caçadores, adaptando um costume indígena, fazem oferendas de pinga e fumo. O Curupira e uma espécie de gênio da floresta. Parece-se com um menino de cabelos vermelhos, mas tem o corpo peludo, dentes verdes e os seus pés são virados: o calcanhar para frente e os dedos para trás. Algumas lendas descrevem que o curupira é um menino que tem cabelos vermelhos em outras ele é careca e que tem o corpo peludo, dentes verdes e os seus pés são virados para trás. É ele quem cuida dos animais da floresta. Dizem que esses ruídos misteriosos que vêm da mata são causados por ele. Tolera os caçadores que caçam para comer, mas não tem pena dos caçadores maldosos, principalmente dos que matam filhotes. Quando vê um caçador que mata por prazer, judia tanto dele, mas tanto, que o coitado, se não morre, fica louco para sempre. Para proteger os animais, ele usa mil artimanhas, procurando iludir o caçador: gritos, assobios, gemidos. O caçador pensa que é um animal ou uma ave e vai atrás do Curupira. Quando percebe, está perdido na floresta. Ao se aproximar uma tempestade, o Curupira corre toda a floresta e vai batendo nos troncos das árvores com um casco de jabuti ou com os pés. Assim, ele vê se elas estão fortes para agüentar a ventania. Se perceber que alguma árvore poderá ser derrubada pelo vento, ele avisa a bicharada para não chegar perto dela.
Entre os mitos indígenas, o Curupira é incontestavelmente o mais antigo, companheiro inseparável das crenças populares, de onde se admite a possibilidade de ser verdadeiramente indígena, senão antes legado pela população primitiva que habitou o Brasil no período pré-colombiano e que descendia dos invasores asiáticos. Curupira, de “curu”, abreviação de “curumim” e “pora”, corpo ou corpo de menino. É a “Mãe do Mato”, o tutor da floresta, que se torna benéfico ou maléfico aos freqüentadores desta.
O Curupira, ora é imperioso e brutal, ora é delicado e compassivo, ora não admite desrespeito ou desobediência, ora se deixa iludir como uma criança. Segundo uma crença generalizada, é o responsável pelos estrondos da floresta. Assim, quando no meio da mata se ouve um estrondo, que não seja uma trovoada, pode estar certo que o Curupira anda por ali…
O curupira é visto como santo ou divindade que faz com que o ser humano (índio ou homem branco) tire da floresta somente o necessário para sobrevivência.
Nesse texto em que estamos fortalecendo, o curupira faz um acordo com a caninana para fazer manduca rodar o dia inteiro pela mata em troca de um saco de fumo.

COBRA NORATO


No paraná do Cachoeiri, entre o Amazonas e o Trombetas, nasceram Honorato e sua irmã Maria, Maria Caninana. A mãe cabocla Zelina sentiu-se grávida quando se banhava no rio Claro.(engravidada pela boiúna) Os filhos eram gêmeos mas obrigada pelo pajé ,acabou por atirá-los no rio e se transformaram em duas serpentes escuras. A tapuia ( mãe) batizou-os com os nomes cristãos de Honorato e Maria. E sacudiu-os nas águas do Paraná porque não podiam viver em terra. O povo chamava-os: Cobra Norato e Maria Caninana.
Cobra Norato era forte e bom. Nunca fez mal a ninguém. Vez por outra vinha visitar a tapuia velha, no tejupar do Cachoeiri. Nadava para a margem esperando a noite. Quando apareciam as estrelas e a aracuã deixava de cantar, Honorato saía d’água, arrastando o corpo enorme pela areia que rangia. Vinha coleando, subindo, até a barranca. Sacudia-se todo, brilhando as escamas na luz das estrelas. E deixava o couro monstruoso da cobra, erguendo-se um rapaz bonito todo de branco. Ia cear e dormir no tejupar materno. O corpo da cobra ficava estirado junto do Paraná. Pela madrugada, antes do último cantar do galo, Honorato descia a barranca, metia-se dentro da cobra que estava imóvel. Sacudia-se. E a cobra, viva e feia, remergulhava nas águas do Paraná. Volta a ser a Cobra Norato. Salvou muita gente de morrer afogada. Direitou montarias e venceu peixes grandes e ferozes. Por causa dele a piraíba do rio Trombetas abandonou a região, depois de uma luta de três dias e três noites.
Maria Caninana era violenta e má. Alagava as embarcações, matava os náufragos, atacava os mariscadores que pescavam, feria os peixes pequenos. Nunca procurou a velha tapuia que morava no tejupar do Cachoeiri. No porto da Cidade de Óbidos, no Pará, vive uma serpente encantadora, dormindo, escondida na terra, com a cabeça debaixo do altar da Senhora Sant’Ana, na igreja que é da mãe de Nossa Senhora. A cauda está no fundo do rio. Se a serpente acordar, a Igreja cairá. Maria Caninana mordeu a serpente para ver a Igreja cair. A serpente não acordou, mas se mexeu. A terra rachou, desde o mercado até a Matriz de Óbidos. Cobra Norato matou Maria Caninana porque ela era violenta e má. Uma vez por ano Cobra Norato convidava um amigo para desencantá-lo. Amigo ou amiga. Podia ir na beira do Paraná, encontrar a cobra dormindo como morta, boca aberta, dentes finos, riscando de prata o escuro da noite: sacudir na boca aberta três pingos de leite de mulher e dar uma cutilada com ferro virgem na cabeça da cobra, estirada no areião. Cobra fecharia a boca e a ferida daria três gotas de sangue. Honorato ficava só homem, para o resto da vida. O corpo da cobra seria queimado. Não fazia mal. Bastava que alguém tivesse coragem. Muita gente, com pena de Honorato, foi, com aço virgem e fresquinho leite de mulher, ver a cobra dormindo no barranco. Era tão grande e tão feia que, dormindo como morta, assombrava. A velha tapuia do Cachoeiri, ela mesma, foi e teve medo. Cobra Norato continuou nadando e assobiando nas águas grandes, do Amazonas ao Trombetas, indo e vindo, como um desesperado sem remissão. Num putirão famoso, Cobra Norato nadou pelo rio Tocantins, subindo para Cametá. Deixou o corpo na beira do rio e foi dançar, beber e conversar. Fez amizade com um soldado e pediu que o desencantasse. O soldado foi, com o vidrinho de leite e um machado que não cortara pau, aço virgem. Viu a cobra estirada, dormindo como morta. Boca aberta. Sacudiu três pingos de leite entre os dentes. Desceu o machado, com vontade, no cocuruto da cabeça. O sangue marejou. A cobra sacudiu-se e parou. Honorato deu um suspiro de descanso. Veio ajudar a queimar a cobra onde viveram tantos anos juntos. Honorato ficou homem. E morreu não se sabe porque, anos e anos depois, na Cidade do Cametá, no Pará. Não há nesse rio e terras do Pará quem ignore a vida da Cobra Norato.
Na cena em que a batizamos de confronto, Norato esta com uma aparência de homem ,quando impede a caninana de quebrar os ossos de manduca ,se transforma em cobra quando é enfrentado pela irmã e depois quando cuida de manduca volta a ser homem novamente.

MANDUCA


É um caboclo pávulo. Tem como amigo o uirapuru que é um pássaro encantado, só manduca consegue entender a fala desse bichinho que na verdade só canta, mas como são muito amigo manduca passa a ouvir sua voz.manduca é agraciado pelo canto do uirapuru todas as manhãs em sua janela.
No prólogo os dois entram num acordo, o pássaro para agradar manduca e manduca para conquistar sua cunhatã.
O caboclo acredita nos deuses, tanto que na primeira cena ele demonstra sua crendice evocando o deus do amor. nesta cena ele tenta convencer Jacira de que falou com o uirapuru eo pássaro pediu para ser solto.
Manduca não maltrata os seres da floresta, adora contar vantagem e ganhar algum troco quando encontra com turistas.
Na ultima cena em que denominamos de realidade é o momento em que manduca se reencontra com sua morena, ele está feliz por ver sua amada tenta de um tudo para convencer Jacira do porque não conseguiu chegar a tempo no porto.

CLECIANO CARDOSO

PINTE A CERCA, ESFREGUE O CHÃO!


Égua, mano. Teatro é teatro. Foda-se!, diria meu amigo Ajax.
Começamos a montar coisas do Uirapuru. Já não é mais a mesa, a leitura, a intenção, a viagem cerebral e doidivanas.é isso que já foi feito mais o corpo que agora entra de vez na jogada. Antes, mais exercícios: as bolas, varas e balões assumem o posto que será em algum momento do boneco e vão nos preparando para a cena. A base,o braço em “L”, o foco, o deslocamento. É o corpo que vai, o pé girando no chão, sem se mover do eixo. É a precisão de lançar algo sem ver a direção para a qual se lança o objeto; exercícios que são repetidos com o braço à altura do ombro, ou no alto, para garantir o tônus necessário para suportar o tempo total do espetáculo e o peso do boneco.
Então eu, Mary, Cleciano e Lucas, de frente para os outros, lemos o que o Aníbal nos pediu para escrever: como eu vou construir cada um dos nossos personagens: seu corpo, como ele anda, gesticula, fala, o timbre dessa voz, sua roupa, o que ele gosta e o que ele não gosta. Elementos práticos. Dessa matéria criamos uma MATRIZ CORPORAL para cada personagem. Primeiro a base, sem mover o tronco, ou braços. E andar na sala dizendo que personagem é para, segundo o Aníbal, fixar aquele movimento associado ao personagem. Depois colocamos um gesto para a parte de cima. Uma matriz só. Na explicação do diretor, a porção inferior do corpo corresponde ao personagem e varia pouco, e a superior é da dramaturgia e mãos e expressões correspondem às intenções do texto. Estabelecida essa matriz, nós a decupamos em 5 sub-movimentos e os repetimos para fixação. Daí juntamos tudo isso a um trecho da peça e atravessávamos a sala numa diagonal. Na seqüência juntaram-se a nós o Coro: Laíla e Nhofy, e propusemos algumas cenas. Rabiscos, onde a tal matiz precisava ser exercitada e aprimorada, para no final termos a anima do boneco, que não é do próprio nem do manipulador, mas do público e múltiplo como ele.
Aí entra a grande questão e o grande barato. Até então vínhamos trabalhando com o Adriano uma neutralidade corporal que só era quebrada quando o texto interiorizado, apropriado, exigia um gesto. Essa economia de movimentos foi levada à exaustão no Homem do Princípio ao Fim e na Comédia dos Erros. Houve mesmo um momento na preparação daquele espetáculo em que eu fiquei preso a uma cadeira para garantir apenas a força do texto. Agora é exatamente o inverso. O corpo precisa registrar essa matriz, fisicalizá-lo, para então, em cena, diluí-lo, incorporando-o ao movimento do boneco que tem começo, meio e fim.
São dois trabalhos completamente diferentes e não há parâmetros entre eles, exceto a excelência do resultado. São dois caminhos para duas atividades bem definidas: o trabalho do ATOR com o Adriano e o do ATOR-MANIPULADOR com o Aníbal. Dois arquivos que eu preciso criar, não contaminar um com o outro e dispor de ambos.
Cara, que muito louco! Depois de dois anos com o Barroso eu dava tilt ao executar os comandos do Pacha. Uma descoordenação motora que só aumentava com a ansiedade velha de guerra de nem esperar o toque do Aníbal para realizar a tarefa.
Um grande borrão. Riscos pra todo lado. A dita carpintaria teatral.
Muito dez! muito 10!
Foda-se! E o meu bom amigo Ajax bate palmas de cócoras no chão.

Beijos entusiasmados.
HUDSON ANDRADE
19 de fevereiro de 2009 AD

15h45